O número de vagas na Câmara Municipal de João Pessoa passou de 21 para 27 vereadores, mas o desespero dos candidatos não diminui. Com um coeficiente eleitoral na casa dos 14 mil votos, os partidos tem quebrado a cabeça pra fechar coligações promissoras.O problema é que nessa guerra coletiva cada candidato quer salvar a própria pele. Por isso a indefinição toma conta da maioria das alianças..
Na composição que José Maranhão como candidato a prefeito, ainda não há definição. PMDB, PR, PTB, PMN estão tentando descobrir qual o melhor cenário, e ainda discutem vetos aos nomes de Pedro Coutinho (PTB) e Carlos Sousa (PTB), irmão de Tavinho.
Indefinição também na aliança encabeçada por Cícero Lucena, onde o PT do B não quer se aliar ao PSL e a ameaça de ser perder o PSC e o PTN atrapalham os cálculos.
Na chapa encabeçada por Estelizabel Bezerra, também não acordo unânime na proporcional. O vereador Raoni Mendes (PDT) defende chapão reunindo todas as legendas e prevendo a eleição de, no mínimo, nove vereadores.
Mas o Democratas já disse que vai sair sozinho. E as demais legendas, PSB, PDT, PV, PC do B, PSD, PRP, não chegaram a um consenso. Soma-se a isso a indefinição sobre a situação do vereador Bira, do PSB, que teve a legenda negada, sendo uma variável importante nos cálculos.
Na aliança que dá sustentação à candidatura de Luciano Cartaxo, o acordo parece mais pacificado, já que o PT e PPS estarão juntos, o PP sairá sozinho e o PRB aguarda "chegada" do PSC.
De toda forma, percebe-se facilmente que o samba de crioulo doido não é privilégio das chapas majoritárias. E que os “matemáticos” eleitorais trabalharão duro até amanhã.
Luís Tôrres