04/11/2010 00h01 - postado por Luís Tôrres

Quem vai pagar a conta?

 

O governador José Maranhão corre o risco de sair da história política da Paraíba com um vexame. O título somente lhe será dado, no entanto, a partir do momento em que se abrirem os cofres públicos estaduais e, no lugar de equilíbrio fiscal, encontrarem um descontrole financeiro digno de escandalizar o mais calejado dos auditores do TCE.
 
O tamanho do estrago da imagem do governador, portanto, será proporcional ao tamanho do rombo nas contas públicas.
 
Ao admitir que o Estado talvez não tenha dinheiro para pagar o décimo terceiro salário dos servidores, o secretário de Finanças do Estado, Marcos Ubiratan, além de assustar o funcionalismo, atesta que o governo pegou atalhos perigosos nestes últimos dois anos, com o implícito – e único - desejo de reeleger o governador.
 
Foram empréstimos excessivos, inchaço da Folha e, agora, na reta final da campanha, o pagamento de reajustes salariais e acordos judiciais que são capazes de quebrar até a Coca-Cola. No caso da folha, os indícios não são novos. Já se sabe há tempos que o governo gasta 55% da receita com pagamento de pessoal, quando o limite impõe teto de 49%.
 
Tudo isso, portanto, provocando um cenário totalmente diferenciado do que foi deixado no governo anterior, que pecou por falta de “grandes obras”, mas deixou as contas saneadas, conforme atestam os próprios auxiliares do governo Maranhão III, assim que assumiram seus postos.
 
Bom: se boa parte do que foi feito teve como objetivo vencer a campanha eleitoral, o que acabou não dando certo, há ainda tempo para correção paliativa. A redução imediata das folhas de novembro e dezembro com o afastamento dos servidores não efetivos é a primeira e mais fácil delas.
 
Isso é uma medida que se impõe pela lei e não pela vontade política.
 
O problema é se não for esse o interesse do governador José Maranhão. Ou seja, o problema é se ele pretende inviabilizar o próximo governo para proferir em alguns meses, do alto de sua aposentadoria política: “Eu não disse que vocês votaram errado!”.
 
Em 2002, Roberto Paulino pagou a conta desse mau procedimento. Por anos, Cássio Cunha Lima pagou preço alto, mas sempre culpando o governo anterior. Foi ruim pra Cássio, que quase é reprovado no primeiro governo, e para Paulino, que saiu como gestor medíocre, porque entrou na onda dos que queria inviabilizar a nova gestão.
 
Maranhão fez muito pela Paraíba. Ninguém pode negar. Pode sair sem manchar biografia. Ou pode pagar pra ver, que me parece que é o que vai  acontecer.
 
Já o novo governador se mostra preocupado. Não é por menos. Ele foi eleito pelo sentimento da esperança de mais de um milhão de paraibanos que querem ver uma gestão de resultados. Com as contas desequilibradas, não dá pra fazer milagres.
 
Quem vai pagar por desequilíbrio, então? De cara, os servidores públicos estaduais. Depois o governo que se instala e, por tabela, os paraibanos.   Aliás, é a situação das contas do Maranhão III que vai dizer se Ricardo, que assume com inegável respaldo popular, vai precisar de mais ou menos tempo de trégua da população paraibana.
 
 
Luís Tôrres
 
 
 
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11/10/2010 18h16 - postado por Luís Tôrres

Quando a estupidez pauta uma eleição

 

Alguém já disse que feio numa campanha é perder. O que supõe uso de métodos dos mais suspeitos pra ganhar uma eleição. Concordo em parte. De fato, num processo eleitoral, ganhar justifica os meios. Desde que estes meios não sirvam para tirar-lhe o mandato no futuro ou prejudicar a própria candidatura de quem o faz.
 
A história do vídeo e panfletos apócrifos acusando Ricardo Coutinho de atividades religiosas ligadas ao satanás é um daqueles métodos que só fazem engrandecer o acusado. Primeiro porque não tem dono. E denúncia da boa é aquela que parte de quem tem coragem de fazê-la publicamente. Depois, é preconceituosa, exatamente num país onde a liberdade religiosa é direito garantido na Constituição.
 
Claro que num país cristão a dificuldade de enquadramento às religiões católicas e evangélicas leva o candidato a ter problemas de relacionamento com o eleitoral. Vide a disputa nacional onde Dilma Roussef sofreu abalo a partir do momento em que líderes religiosos criticaram sua posição dúbia sobre o aborto.
 
Mas não é o caso na Paraíba. Acusar anonimamente Ricardo Coutinho de ser ateu para reduzir-lhe o potencial eleitoral é uma confissão de que a candidatura da oposição no campo terreno não deixa brechas pra desconstrução, sendo necessário pular para o campo espiritual a fim de abalá-la.
 
O governador José Maranhão (PMDB), que certamente não tem nada a ver com isso, deveria orientar todos os seus aliados, direta e indiretamente, a evitarem qualquer tipo de ação clandestina neste sentido. Ela é do tipo que faz o acusado vencer uma eleição somente por configurar desespero de quem a faz.
 
Para que uma denúncia tenha real efeito é preciso que os autores da acusação tenha coragem de fazê-las publicamente. Colocando a cara pra bater, não bancando gráficas de fundo de quintal para dar-lhes, em forma de pagamento, a coragem que o verdadeiro autor não teve. Aliás, a investigação da Polícia Federal no caso dos panfletos apócrifos apreendidos na Gráfica Mídia só deve ter um objetivo: descobrir que, realmente, está por trás disso.
 
Uma coisa que, até agora, só Deus sabe.
 
 
Luís Tôrres
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04/10/2010 19h08 - postado por Luís Tôrres

O silêncio que elege

 

Daqui a 100 anos, alguém na Paraíba escreverá sobre política e vai lembrar do primeiro turno das eleições de 2010. A surpreendente vitória de Ricardo Coutinho sobre o governador José Maranhão entra pra história política paraibana não apenas como mais um fato. Entra como um marco.
 
A partir de hoje, se inicia nova era. Uma era onde governantes, sustentando o poder da máquina, da imprensa, de parte da Justiça e de partidos políticos, não conseguem afogar a vontade espontânea do povo.
 
Com uma derrota empurrada de goela abaixo, Maranhão descobriu, com gosto amargo, que nem tudo se consegue colocando preço. Nem tudo está à venda. A partir das eleições de 2010, será possível peitar o invencível. Desde que o povo impulsione.
 
Claro que a vitória ilógica de Ricardo tem base lógica. A aliança que ele fez com o ex-governador Cássio Cunha Lima, somada à resposta que João Pessoa deu, acabou funcionando.
 
E por que não funcionou desde o começo, perguntarão os leitores?
 
Por uma questão simples: o “cassista”, ou o eleitor não-maranhista, teve pouco tempo para criar afinidade com Ricardo Coutinho antes do processo eleitoral. Por isso, a campanha fria, onde os números das pesquisas em favor do ex-prefeito não correspondiam ao “tamanho” de Cássio.
 
Quando se aproximou do dia da votação, esse eleitor se viu na “obrigação” de optar. E optou naturalmente pra Ricardo, reafirmando a divisão política histórica no Estado, mesmo sem alarde, o que explica o silêncio ensurdecedor que tomou conta da campanha na reta final.
 
Vale registrar o mérito de Ricardo de possuir uma militância consolidada que não o deixava cair nas pesquisas mesmo nos piores momentos. Em resumo, Ricardo tinha a base. Cássio chegou com o topo.
 
Vide a vitória de Ricardo nos grandes municípios, a começar por Campina Grande, onde venceu praticamente com o mesmo número de votos que Cássio venceu em 2006.
 
Quanto a João Pessoa, cidade que o impulsionou para a disputa estadual, Ricardo Coutinho obteve a resposta que esperava. E do mesmo jeito do que em 2004. Em silêncio. Só com a vontade de mudar, porque a Capital é oposicionista por natureza. Mas também sabe, como fez com Cícero em 2000 e com Ricardo em 2008, retribuir.
 
Em silêncio, João Pessoa retribuiu. Atendeu ao chamado. Mas não deu escândalo. Queria mostrar que pra eleger não precisa de alarde, assim como para governar não precisa de publicidade.
 
A liderança de Cássio e a vontade de João Pessoa foram as duas instituições que deram a vitória a Ricardo Coutinho e quase o fizeram governador de primeiro turno. Mas foi, de fato, o povo da Paraíba inteira,  que não colocou placa de venda, que mostrou qual a única verdade indelével de uma eleição, para qual não há supremacia absoluta que o voto não derrube.
 
 
Cai Marcelo Weick
 
Já à noite, chegou ao blog informação de que o deputado federal Wellington Roberto (PR), reeleito como o mais votado, vai coordenar a campanha do segundo turno de José Maranhão. A idéia é tornar a função mais ligada a um político. Que é craque no assunto.
 
Cássio pra coordenação política do segundo turno
 
Como resposta, já se cogita que o ex-governador Cássio Cunha Lima, eleito com mais de um milhão de votos, assuma a coordenação política da campanha de Ricardo Coutinho no segundo turno. E tenha o senador Efraim Morais (DEM), derrotado no processo, como braço direito.
 
Adesões para o segundo tempo
 
As surpresas ficarão agora por conta das adesões políticas. Já tem muita gente sendo contactada. E outras procurando espontaneamente. Elas devem modificar o quadro político atual.
 
Nova eleição
 
Para o segundo turno, é bom registrar que se inicia uma nova eleição. Os atores são os mesmos. Mas as expectativas de poder já não são. Ricardo Coutinho entra mais confiante, uma vez que tem a seu favor a prerrogativa de dizer: “Vai dar certo”. Maranhão entra se perguntando “O que foi que houve?”. Ao demorar-se muito nesse questionamento, já verá Ricardo Coutinho conversando com os prefeitos que pediam benção na Granja Santana.
 
 
Fôlego nos pequenos
 
Do ponto de vista eleitoral, o governador José Maranhão revelou fôlego invejável nos pequenos municípios e nos rincões mais longíquos da Paraíba. Em Bernadino Batista, por exemplo, teve 95% dos votos. O que comprova o fato de ter chegado empatada com Ricardo, apesar de ter perdido feito em João Pessoa, Campina Grande, Bayeux, Santa Rita, Guarabira, Solânea, Patos, Cajazeiras e Sousa.
 
Sem novas fugas
 
Agora, Maranhão vai para os debates com Ricardo Coutinho até em escola de surdos.
 
João Pessoa declarou amor ao Mago
 
Foram 59% dos votos válidos. Cerca de 21% a mais do que José Maranhão em João Pessoa: se por algum momento Ricardo duvidou do amor da Capital por si, está na hora de reavaliar.
 
Cássio e Campina: transferência comprovada
 
Campina Grande, como em toda eleição, rouba a cena. Ricardo teve 130 mil votos na cidade, quase a mesma quantidade que Cássio Cunha Lima obteve em 2006. Além disso, foi a única cidade da Paraíba onde José Serra (PSDB) teve mais voto do que Dilma Roussef (PT) na disputa pela presidência. E o senador Efraim Morais (DEM) mais do que Vitalzinho (PMDB).
 
Homem do milhão
 
Cássio Cunha Lima vai para julgamento do registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral com selo de um milhão e quatro mil votos. Um argumento e tanto.
 
Santiago: maior do que entrou
 
Pela pujança eleitoral que demonstrou, o deputado federal Wilson Santiago, mesmo amargando derrota, sai vitorioso dessa campanha.
 
A verdade sobre Efraim
 
O senador Efraim Morais cometeu um pecado mortal. Achou que estava eleito somente porque tinha o melhor Guia Eleitoral da campanha e porque estava colado com Cássio Cunha Lima. Perdeu não por causa das denúncias de fantasmas ou coisa parecida. Perdeu quando deixou de ser candidato.
 
A verdade sobre Efraim II
 
O signatário deste blog percebeu que faltou a Efraim a necessidade de fazer política quando viu mais de três pessoas declararem rejeição ao democrata em pleno jantar de adesão de Cássio. Todas chateadas por falta de acordos políticos.
 
Aliança mantida
 
Agora, cabe ao senador do DEM lutar para eleger Ricardo Coutinho, que já o considera hoje como “companheiro” e em nome do qual se solidarizou com o resultado. Efraim Morais precisa, até por sobrevivência política, de Ricardo governador.
 
Efraim na campanha
 
O bom sinal é que o deputado federal Efraim Filho, filho do senador, já postou nota no twitter agradecendo os votos que obteve para ser reeleito e anunciando que vai lutar agora pela reeleição do Mago.
 
Nasce um novo fenômeno
 
Com mais de 60 mil votos, o mais novo deputado estadual da Paraíba, Toinho do Sopão (PTN), vira o fenômeno dessa eleição. Como diria um amigo, suas principais lideranças políticas são o “osso”, a “verdura”, a “carne”... Resta saber como vai se portar no mandato. Tem que agir com cuidado para não se transformar numa sensação de um só mandato, como já vimos muitos por aí.
 
Os “prefeitáveis”
 
As eleições de 2010 já revelaram uma nova levada de “prefeitáveis”, candidatos com credencial para disputar as eleições municipais de 2012. Em especial, às prefeituras de João Pessoa e Campina Grande. Eleitos federais com votação significativa, Manoel Júnior (PMDB), Ruy Carneiro (PSDB) e Luiz Couto (PT) aparecem na lista para disputa da prefeitura da Capital. Romero Rodrigues (PSDB), eleito federal, Daniella Ribeiro (PP) e Guilherme Almeida (PSC) para Campina Grande.
 
Pesquisas criminosas
 
Os institutos de pesquisa se revelaram nesta campanha, mais do que nas outras, verdadeiros mensageiros da inverdade eleitoral. Os donos deveriam ser presos, sob a promessa de liberação apenas em caso de deixarem de mentir. O que sugere prisão perpétua.
 
Luís Tôrres
 

 

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24/09/2010 23h00 - postado por Luís Tôrres

A importância da “cola” do eleitor e da “cola” no eleitor

Últimos dias podem colocar por terra todas as previsões em torno dos eleitos

 

O voto no Brasil é, lamentavelmente, uma das coisas mais banais da nação. Pesquisas revelam que um percentual grande de eleitores, em alguns casos mais de 40%, chegam no dia da eleição sem convicção de em quem vai votar, especialmente em se tratando de candidaturas proporcionais (vereadores, deputados).
 
Grande parte do eleitorado, inclusive, só se vê dentro do processo eleitoral na última semana. Ou seja, de nada valerão os três meses de campanha intensa se o candidato não “investir” tudo na última semana e, principalmente, nos últimos dias da campanha. Há quem diga que os últimos dias são mais importantes do que toda a campanha.
 
Este ano, em especial, há mais um ingrediente para que o candidato “cole” no eleitor até o dia da eleição. A votação está complicada. São seis votos, 19 números, 25 dígitos ao todo (incluindo as confirmações).
 
Isso vai dar uma confusão na hora do voto que ninguém pode imaginar. E olhes que as pesquisas locais e nacionais tem revelado que mesmo entre os eleitores que já definiram o voto é grande o percentual daqueles que não sabem os números dos candidatos.
 
Tanto que a Justiça Eleitoral prevê tempo de um minuto e meio para cada eleitor votar. É engarrafamento na certa nas zonas eleitorais.
 
Por causa disso, o candidato que não “colar” no eleitor nos últimos dias e fazer com que ele vá pra urna com a “cola” na mão estará fadado a fazer uma campanha linda com desfecho amargo.
 
As últimas jogadas serão fundamentais para escolha dos eleitos. E deverão derrubar muitas e muitas previsões dos analistas políticos com viés premonitórios.
 
Luís Tôrres
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06/09/2010 00h15 - postado por Luís Tôrres

A força subjetiva da continuidade

Governistas surfam na onda da continuidade e dificultam trabalho da oposição

 

Em cada eleição, existe uma sensação subjetiva que paira coletivamente na cabeça no eleitorado, sinalizando para melhor tendência do momento. A eleição de 2010 parece que já tem a sua: a sensação da continuidade.
 
Inspirada pela estabilidade econômica, há uma sensação de que, no geral, as coisas vão bem. Dificultando, portanto, o desafio das oposições que tentam provar que é preciso mudar.
 
Os dados revelam, subjetivamente, que a eleição de 2010 é da continuidade.
 
A partir da disputa presidencial, onde a oposição feita por José Serra (PSDB) tem encontrado grandes dificuldades para convencer o eleitorado a mudar de rumo, mesmo que seja “pra melhor”.
 
Nas disputas estaduais, os dados são ainda mais significativos. Os candidatos da situação, sejam eles governadores em reeleição ou indicados pelo governo, lideram a disputa em 17 dos 26 estados brasileiros.
 
Isso acontece nos grandes e nos pequenos estados brasileiros. Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Pernambuco são exemplos de disputas em que os candidatos ao governo estão em situação confortável, surfando em ondas da continuidade.
 
Onda, inclusive, surfada pelo governador José Maranhão (PMDB) aqui na nossa Paraíba.
 
Até em estados onde os governistas estavam atrás, as coisas tem mudado, como é o caso emblemático de Minas Gerais, onde o governador Anastasia (PSDB) começa a passar Hélio Costa (PMDB).
 
Soma-se a isso, claro, o poder das máquinas estaduais. Mas a sensação é tão grande que é possível registrar quedas até no índice de divórcios. O brasileiro não está querendo nem mudar de mulher.
 
Embora, repito, seja apenas uma sensação e não uma comprovação objetiva de que tudo está realmente bem.
 
As oposições, então, na disputa presidencial ou nas disputas estaduais, enfrentam dificuldades para encontrar uma maneira mirabolante de furar essa sensação de continuidade que se formou na eleição de 2010.
 
Um monstro invisível que procura a todo custo mostrar que mudar não está na moda.
 
 
Abaixo veja lista dos candidatos da situação que lideram as disputas eleitorais, inclusive a presidencial, conforme dados do IBOPE:
 
 
Brasil – Dilma Roussef (PT)
Acre – Tião Viana (PT)
Amazonas – Omar Azis (PMN)
Bahia – Jaques Wagner (PT)
Ceará – Cid Gomes (PSB)
Goiás – Marconi Perilo (PSDB)
Maranhão – Roseana Sarney (PMDB)
Mato Grosso do Sul – André Puccinile (PSDB)
Paraíba – José Maranhão (PMDB)
Pernambuco – Eduardo Campos (PSB)
Rio de Janeiro – Sérgio Cabral (PMDB)
Roraima – Anchieta Júnior (PSDB)
Sergipe –Marcelo Deda (PT)
São Paulo – Geraldo Alckimin (PSDB)
Minas Gerais – Anastasia (PSDB) *Empatado com Hélio Costa
Espírito Santo – Renato Casa Grande (PSB)
Mato Grosso – Silva Barbosa
Rondônia - João Cahulha (PPS)
Tocantins – Carlos Gaguim (PMDB)
 
 
Luís Tôrres
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