14/01/2012 22h13 - postado por Luís Tôrres

A hora certa de acertar

O ano de 2012 está apenas começando, mas já deu sinais que será pródigo em notícias políticas de repercussão meteórica, como foi a de hoje com o anúncio da renúncia de Luciano Agra à reeleição em João Pessoa.
 
A repercussão é tamanha que transcende as divisas da Paraíba, tirando do descanso quem estava longe. E colocando em agitação quem perto está.
 
Não que o assunto fosse virgem de um todo. Durante meses se especulou sobre a substituição de Agra, um técnico de mão cheia, mas um político em construção.
 
Sua decisão hoje o coloca no rol dos homens mais desprendidos que a Paraíba já teve. Não deve haver com tamanha clareza na história da política pessoense ato de extremo desapego ao poder e aos interesses pessoais. Um prefeito de uma gestão bem avaliada renunciar ao direito de reeleição não é coisa que se vê tão facilmente. A maioria, se pudesse, governaria pra sempre, como se fosse um Deus vivo encarnado na figura de governante.
 
E se Luciano Agra o fez foi por convicção pessoal de que estaria mais em paz consigo mesmo ao mostrar coragem na renúncia do que receios num processo de reeleição. No futuro, poucos vão poder dizer o que Agra disse hoje. Sua renúncia, foi antes de qualquer coisa, um ato de bravura.
 
Claro que, feita da forma que foi, coloca a base política ligada a ele e ao governador Ricardo Coutinho em polvorosa. Tão rápido quanto foi a saída de Agra apresentam-se no cenário os nomes que poderão substituí-lo.
 
Cinco nomes apareceram inicialmente. Alguns deles já estavam na mídia algum tempo.
 
É a partir do acerto dessa “nova escolha”, porque a primeira foi feita em 2008 quando Ricardo Coutinho deixou escolheu um vice-prefeito ciente de seu afastamento para disputar o governo do Estado, que o projeto de gestão adotado em 2005 na Capital depende.
 
Assim, como diria um observador da cena política local, no lugar de ficar ruminando o passado, o grupo político do governador deve pensar em acertar na definição para, em seguida, reposicionar o novo candidato na raia de corrida, cujos demais corredores já partiram na frente.
 
Antes de dissecar uma por uma as opções em vistas, registro que qualquer que seja o escolhido deve apresentar de pronto um requisito: autonomia diante da candidatura e do projeto, para não sofrer o velho peso de ser simplesmente uma criatura de Ricardo Coutinho.
 
Na linha de frente, Estelizabel Bezerra (secretária de Planejamento), o vereador Bira, ambos do PSB, e o secretário de Comunicação do Estado, jornalista Nonato Bandeira, o braço direito do projeto político iniciado em 2005.
 
Os nomes como do secretário João Azevedo (Recursos Hídricos do Estado) e Emília Correia Lima (CEhap) são, em que pese a importância que representam nas gestões do PSB, facilmente descartáveis. Ora, se fosse pra ficar com um bom técnico como candidato, não tem ninguém melhor que o próprio Luciano Agra.
 
Restam Estelizabel, Bira e Nonato, que já foi lançado pelo PPS e incluído na lista do próprio PSB, conforme anúncio feito por Ronaldo Barbosa, presidente da legenda em João Pessoa.
 
Estelizabel é jornalista, assim com Bandeira. Conhece e vende bem a gestão e o projeto do PSB implantado em João Pessoa. Goza, além disso, junto ao governador Ricardo Coutinho de forte conceito.
 
Suas qualidades param por aí. Na avaliação de alguns líderes da classe política, é quase tão técnica quanto Luciano Agra. E a substituição, se ocorrer, não iria provocar tanta alteração no quadro, à exceção da fala com menos pausa que o prefeito.
 
O vereador Bira é o único dos três testado nas urnas. Politicamente, pode-se dizer que é bem articulado. Mesmo que pequenas para uma disputa majoritária, construiu bases próprias de eleitores. Carismático, é, politicamente, “leve” e isso ninguém pode negar.
 
O problema de Bira está exatamente no excesso de “leveza”. Jovial, Bira pode influir no eleitor a desconfiança de se apresentar como gestor experiente para administrar uma prefeitura do porte da Capital paraibana.
 
Entre os três, Nonato Bandeira é, sem dúvida, o que mais reúne experiência na disputa política dentro do projeto. Conduziu, interna e externamente, as vitórias de Ricardo Coutinho em 2004, 2008 e 2010.
 
Por causa da função de secretário de Comunicação nas gestões municipais do PSB, conhece a gestão como poucos. E seu trabalho, durante todo o projeto, por causa do cargo que ocupou, foi simplesmente defendê-la.
 
O diferencial de Bandeira é que ele, no mesmo estilo que Ricardo Coutinho, defende a gestão partindo pra cima do adversário, atacando-os. È, simultaneanemente, zagueiro e centroavante do projeto.
 
Num debate com figuras como Cícero Lucena, José Maranhão e Luciano Cartaxo é o que apresenta melhor tutano para combatê-los.Seu principal obstáculo é conquistar pra si a unificação do PSB, já que Bandeira, dentre os nomes, é o único fora do partido do governador.
 
Claro que a questão partidária pode ser amenizada. Já que, ao que se pode notar, o que move o grupo político ligado ao governador Ricardo Coutinho é o desejo de continuidade do modelo implantada na Capital, independentemente do nome ou partido que o melhor represente.
 
Não fosse assim não teríamos visto um prefeito com direito à reeleição abrir para que o grupo decida a melhor forma de vencer as eleições de 2012. 
 
 
É a partir desses pressupostos que o grupo se debruça a partir de agora.
 
E que faça sem levar em consideração vaidades pessoais. Mas com a racionalidade – e até frieza – que o assunto exige. Afinal, como diz um velho ensinamento popular: errar uma vez é humano. Duas vezes, é burrice.
 
Luís Tôrres
 
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04/01/2012 11h46 - postado por Luís Tôrres

Maranhão é o gato na fábula do guizo

 

Sinceramente, estão caindo no ridículo todos aqueles líderes do PMDB que defendem abertamente o enfraquecimento do comando do ex-governador José Maranhão à frente da legenda.
 
Tais quais os ratos na fábula do Gato e o Guizo, eles confabulam, reclamam, lançam manifesto, mas não conseguem vislumbrar uma ação prática sequer. Não suportam a hegemonia de Maranhão, mas continuam sob seu comando.
 
Maranhão, portanto, continua como o gato na fábula do guizo: mandando sem concorrente. E vai ficar assim até quando quiser e até quando conquistar o que deseja politicamente, seja lá o que for.
 
Age inteligentemente neste sentido. Primeiro, ao manter viva a chama de uma candidatura relativamente competitiva a prefeito de João Pessoa. Depois pela tática da indiferença.
 
Não ataca ninguém diretamente. Manda os outros fazerem. Impassível como sempre, faz de conta que as confabulações não são contra ele. Trata os rebeldes como se fosse um pai condescendente com os arroubos da adolescência.
 
Debocha, portanto.
 
Até agora ganhou todas. Mantém as direções do PMDB do jeito que imagina. E o poder de conduzir os rumos do partido. Quem ousou ir mais longe contra Maranhão, saiu do PMDB, a exemplo de Trócolli Júnior.
 
Maranhão vence as batalhas no PMDB usando a tática de “ame-o ou deixei-o”. Sem precisar confronta-lo agora, os irmãos “Vital” levam o debate empurrando com a barriga.
 
Assim, Manoel Júnior, Gervásio Filho, Raniery Paulino, André Gadelha, Mangueira, e os outros mais rebeldes, estão apenas rodando em círculos. E justiça seja feita a estes coitados acusados de quererem destronar Maranhão do PMDB apenas agora que ele largou a caneta. Eles atacaram a indicação de Antônio de Souza pra presidente do PMDB paraibano mesmo Maranhão governador.
 
Mas, a continuar assim, vão ver Maranhão dando as cartas nas eleições de 2012, em João Pessoa e no resto do Estado.
 
Aliás, essa é a minha aposta.
 
Por que não recorrem à Justiça para garantir eleições nas direções do PMDB? Por que não recorrem à Direção Nacional do partido?
 
Ora, são muitos com mandatos, inclusive no Congresso, contra um Maranhão sem mandato.
 
Não recorrem porque sabem que ainda sabem que não se derruba um rei enquanto ele for respeitado pelo medo.
 
No fundo, no fundo, há uma voz materna que diz aos rebeldes do PMDB: “Nunca brinque com um Maranhão”.
 
Luís Tôrres
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02/01/2012 00h00 - postado por Luís Tôrres

2012: foi dada a largada

 

Agora é sério. Todo mundo já deu “reset” na própria vida. E começa a contar, a partir de hoje, a primeira segunda-feira do ano, novamente do zero. Com novas ou velhas promessas renovadas, o 2012 de cada um deu a partida. Sigamos em frente com ele.
 
Ao blog, que refletiu em silêncio durante a rápida transição temporal, resta renovar o compromisso de trazer a cobertura e a análise dos fatos políticos da Paraíba e do Brasil diariamente, tentando sempre levar pra muitos o que poucos estão sabendo.
 
Pra começar, uma espécie de cardápio do que nos foi servido em 2011 e o que está em cozimento para 2012, um ano de eleições pra prefeito e vereador, pelo qual a esperança de 223 municípios da Paraíba será testada novamente.
 
Ricardo Coutinho
 
É inegável que terminou o ano desagradando a muitos. Que foi um governante duro. Nas ações e nas palavras. Disso ninguém duvida. A diferença está na compreensão de cada um. Há quem considere que ele “foi duro” porque a Paraíba precisava e há os que consideram que ele “foi duro” sem necessidade. Será a partir de 2012 que Ricardo deverá mostrar qual dos dois grupos está certo.
 
 
Luciano Agra
 
 
Tem uma gestão em franca expansão, precisando aprimorar alguns mecanismos, uma vez que algumas repostas administrativas anda mais lentas do que outrora. Mesmo assim, possui uma resposta positiva na maioria das áreas. Às vésperas de ser testado nas urnas pela primeira vez, entra em 2012 com o desafio de dizer – e comprovar - que tudo que acontece de bom em João Pessoa é por sua responsabilidade.
 
 
 
 
Veneziano Vital do Rego
 
Sai de 2011 se livrando do pior dos pesos: o da cassação de mandato. É certo que ainda carrega resquícios de problemas eleitorais para 2012, mas com muito mais segurança que antes. Sofre em Campina Grande com o que qualquer outro gestor sofreria. Os que o admiram dizem que ele faz muito pela cidade. Os que o odeiam dizem que ele não fez nada por Campina. Ambos estão certos, na medida do possível. É um dos poucos que entra em 2012 de olho em 2014. Portanto, com o desafio de manter um “reinado” que o ajudará para o futuro. O que o obriga a acertar na escolha do seu sucessor. E sofrer o que Cássio sofreu em 2004 e 2008: tentar eleger alguém em Campina que não seja ele mesmo. 
 
 
Vital do Rego Filho  
 
Foi de longe o político paraibano que mais cresceu em 2011. Eleito senador sem problemas jurídicos, ficou com o caminho livre em Brasília. Ocupou cargos de destaque, manteve relações presidenciais, peitou ministros, avançou tanto que entra 2012 cotado até a presidente do Senado. Já tem tamanho pra, nacionalmente, garantir pra si e para os seus o controle do PMDB da Paraíba. Ainda não agiu por esse caminho porque não quis. Só pecou quando quis ser oposicionista barato na Paraíba, em razão dos dois discursos. É melhor como aliado de Dilma do que como opositor a Ricardo.
 
 
Cícero Lucena
 
 
Quando assumiu a primeira-secretaria do Senado, pela qual é responsável por orçamento gigante, diziam que teria problemas com a imprensa nacional. Desacreditou tais especulações. Passou ileso em 2011 no que diz respeito ao cargo, mas não conseguiu se livrar de fantasmas passados. Entra em 2012 réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal por causa da Operação Confraria. Mesmo assim, se apresenta como um dos melhores nomes da oposição na eleição pra prefeito da Capital. Crescerá apenas na medida em que Luciano Agra se atrapalhar.
 
 
Cássio Cunha Lima
 
 
Principal figura política da Paraíba, sofria desde 2009 com o complexo de ser líder sem mandato. Totalmente curado, ressuscitou em carne e osso em 2011, ao ter o mandato de Senador da República assegurado e, com ele, o fim da via crucis jurídica. Seu maior desafio agora, por incrível que pareça, é de ordem política. Oposição ao governo federal, tem dificuldades em exercer um mandato que a Paraíba espera. Substitui uma figura como Wilson Santiago, que entrava e saia dos ministérios como quem freqüenta um shopping center, disposto a comprar. Terá que usar de sua criatividade, experiência e competência pra se superar. Tem papel preponderante nas eleições municipais de 2012. E mais um dilema político: ser Cícero Lucena ou não ser, eis a questão.
 
José Maranhão
 
 
Tem dificuldades em deixar o gosto do poder. Impressiona pelo vigor físico, apesar da idade avançada, mas sabe que, em matéria de política, vive do que já foi e não do que é. Deve manter a tese de candidato a prefeito de João Pessoa para manter-se à frente do debate político do PMDB o quanto puder. Mas ninguém sabe ao certo se colocará seu nome num santinho nas eleições de 2012. Entra em 2012 com um dos maiores desafios de sua vida: manter o controle, sem ter caneta, de uma legenda repleta de lideranças com mandato. E insatisfeitos.
 
 
 
Bancada da Paraíba na Câmara Federal
 
 
Continua devendo em quesito de unidade. Só sabe se juntar quando da elaboração do Orçamento da União. Pelo menos isso. Mas na hora de anunciar o recurso é um tal de “fui eu, fui eu” que depõe contra qualquer ação conjunta. Não tem reunião pra desentravar a verba presa. De toda forma, é possível destacar os esforços individuais dos deputados como Damião Feliciano (PDT), Aguinaldo Ribeiro (PP), Manoel Júnior (PMDB) e Luiz Couto (PT). Destaque para a ação do deputado Ruy Carneiro (PSDB) na defesa da lei que prevê mais rigor pra o motorista embriagado e do deputado Efraim Filho (DEM), de posições sempre firme contra eventuais abusos do governo Dilma, e Romero Rodrigues (PSDB) pela produtividade. Os jovens novatos Hugo Wanderley, que entrou na luta pela universidade do Sertão, e Wilson Filho, na luta contra as drogas, estão no caminho certo. Ao menos não foram pegos bêbados em blitzen. A deputada Nilda Gondim (PMDB) deixou a desejar e o deputado Wellington Roberto (PR) está cada vez mais sumido. Da mídia. E do plenário.
 
 
Deputados estaduais
 
 
Começaram muito bem o ano de 2011, aprovando, inclusive como apoio da oposição, leis de extremo apelo social, como a que instituiu o Paraíba Integrada (meia passagem no segundo trajeto das viagens intermunicipais) e a gratuidade para o portador de câncer. Sob o comando de Ricardo Marcelo, presidente da Casa e um espécie de “pai” para os parlamentares, conseguiram aprovar leis que foram sancionadas pelo governador Ricardo Coutinho. Entre elas, a que obriga a bancos disponibilizarem banheiros para os usuários, de autoria de Gervásio Maia, e a que proíbe que hospitais na Paraíba cobrem cauções para internações de emergência, de Caio Roberto. Aliás, os oposicionistas servem melhor à Paraíba com propostas como estas. Perder tempo com CPIs com a do Outdoor foi a grande mancada do ano. Entre os novatos, politicamente, destaques para Adriano Galdino, Herázio Bezerra, Anísio Maia e Janduy Carneiro. Bem ou mal, estes deputados tiveram espaços regulares na mídia. Parte da decepção fica por conta do deputado Toinho do Sopão. Eleito o mais votado, passou o ano inteiro de 2011 produzindo fatos contra si. É hoje um dos candidatos a prefeito com maior índice de rejeição de João Pessoa. No fundo, tem boa intenção. Só exagera no tempero.
 
 
 
Três desejos
 
O blog, por fim, tem três grandes desejos pra 2012:
 
 
1 – Que o Brasil possa, de fato, tornar eficaz e eficiente lei que pune o motorista embriagado. Para evitar as 40 mil mortes anuais no trânsito, esse é um dos maiores desejos para 2012: a aprovação e sanção de lei que coloque na cadeia que for “flagrado” dirigindo bêbado;
 
2 – Que os estabelecimentos de saúde pública na Paraíba possam melhorar ao ponto de atenuar o sofrimento de quem se vê doente e necessitando de atendimento médico e hospitalar. Estar doente já é humilhante por natureza;
 
3 – Que os candidatos a prefeito na Paraíba mintam menos este ano. E façam mais no próximo.  
 
A todos, um Feliz 2012.
 
Luís Tôrres
 
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22/12/2011 18h29 - postado por Luís Tôrres

Os números do governo RC e o fim da

De todas as frases ditas pelo governador Ricardo Coutinho nesta quinta-feira, e foram muitas, uma foi a mais significativa de todas. E resume todo o seu discurso de final de primeiro ano de gestão. “Acabou a pauta pra trás. A partir de agora, é a hora da pauta pra frente”, disse Ricardo, em recado direto aos auxiliares e indireto à oposição.
 
Em suma, acabou o tempo de culpar o passado.
 
Ao emergir de um ano conflituoso, o governador veio à superfície cheio de dados e números a justificar que 2011 foi ruim sim, mas nem tanto. Ou foi ruim, mas valeu. “Montamos os eixos de uma gestão que prometemos durante a eleição”, disse o governador, na crença de que o governo tem muito o que colher a partir de agora.
 
A falta de demagogia excessiva em seu discurso é que faz de Ricardo Coutinho uma figura mais “dura” que as demais.
 
O mesmo Ricardo que anunciou hoje ter investido em 2011, apesar de não ter conseguido “fazer caixa”, como ele mesmo disse, cerca de 46% a mais do que foi investido em 2010, foi o que disse o Porto de Cabedelo está pra trás dos demais em estrutura, que ainda há mau atendimento nos hospitais públicos estaduais e que o governo fez pouco pelo esporte e pela cultura este ano.
 
Foi com o que ele chamou de números reais e objetivos que a prestação de contas foi pautada. Entre os destaques, 140 quilômetros de estradas construídas ou reformadas, criação de mais de 300 leitos em hospitais, investimentos de R$ 40 milhões em 183 municípios inscritos no Pacto Social, 30% de aumento dos produtos transportados pelo Porto de Cabedelo, 14º salário para cinco mil professores, abertura do Hospital de Trauma de Campina Grande, entre outras ações listadas.  
 
O grosso, no entanto, ficou para os próximos anos de governo. Inauguração do Centro de Convenções, do Binário de Bayeux, hospital da Mamamguape, Binário de Jacumã, conclusão da Translitorânea (a maior obra hídrica do PAC) e asfaltamento de todas as estradas paraibanas são obras que estão no gerúndio e que fazem parte da lista de ações que Ricardo classificou como “pauta pra frente”.
 
A oposição sabe, portanto, que pode criticar o primeiro ano de Ricardo. Mas também tem consciência do que virá pela frente.  Ricardo sabe que, no próximo ano, vai precisar mostrar mais fotos e menos números. Mais inauguração e menos promessa.
 
Parece que está seguro que fará isso.
 
Apesar de admitir que o ano foi “atípico”, ele deixou transparecer que dormirá tranqüilo da noite do dia 31 para o dia 1º próximo. Quando ele pretende “reassumir” o governo dele mesmo. E não de Maranhão.
 
Luís Tôrres
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21/12/2011 10h51 - postado por Luís Tôrres

Não brinquem com Ricardo Marcelo

Apesar de não se furtar a dizer o que pensa quando provocado, ele é pouco afeito à mídia e age quase sempre discretamente. Talvez, por isso mesmo, poucos consigam notar que o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Ricardo Marcelo (PSDB), vem se consolidando com uma das principais lideranças políticas do Estado. Mas não se engane. Ele está.

 

No comando da Assembleia Legislativa ele conseguiu três feitos principais.

 

Um: mantém uma relação harmônica com o governo Ricardo Coutinho, mas preservando a autonomia do Legislativo. Ou seja, fazendo apenas o que acha que deve fazer.

 

Dois: conduz a imagem da Assembleia Legislativa protegida de escândalos que são comuns no parlamento paraibano.

 

Três: atua de forma a manter unidos e sob suas asas todos os demais 35 deputados estaduais. Ricardo Marcelo é praticamente uma unanimidade entre os parlamentares.

 

Além disso, paga os salários dos servidores rigorosamente dentro do mês trabalhado, valoriza a história do parlamento ao instituir o Memorial da Assembleia Legislativa e ainda luta para a construção de uma nova sede para a Casa.

 

Vem se mostrando, portanto, um administrador e um político de resultados.

 

Não é por menos que Ricardo Marcelo alimenta e vem pavimentando projetos mais ousados para 2014.  Ao vê-lo ontem visitando Cajazeiras e dando entrevista coletiva deu pra notar isso com nitidez. Com certeza, será um nome inserido na lista daqueles que disputarão vagas majoritárias. Uma vaga de candidato a vice-governador da Paraíba ou de Senador da República, inevitavelmente, está no meio do seu caminho.

 

É de bom alvitre, então, que as lideranças políticas da Paraíba comecem a olhar com Ricardo Marcelo com outros olhos.

 

No PSDB, por exemplo, onde os senadores Cássio Cunha Lima e Cícero Lucena travam há tempos uma disputa velada entre o posto de maior liderança da legenda no Estado, e bom que se reserve espaço para a importância de Ricardo Marcelo.

 

Ele avança no sentido de se tornar um fiel da balança.

 

Luís Tôrres

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