22/02/2012 18h44 - postado por Luís Tôrres

Com adesão pífia, petição mostra que ala de Rodrigo quer fazer da...

A tese em defesa da candidatura própria do PT em João Pessoa vem revestida do discurso de valorização e fortalecimento do partido. Uma Petição Pública, disponível na Internet e assinada por alguns poucos petistas, entre eles, o presidente da legenda na Paraíba, ex-deputado Rodrigo Soares, revela que há algo mais nas intenções dos que a defendem.

 
O documento, que até agora apresenta a pífia adesão de 21 pessoas, supõe que o PT ganhe a eleição de João Pessoa, entre outras coisas,  para ajudar a derrubar o governo Ricardo Coutinho nas eleições de 2014.
 
“Para além de fazer a defesa do projeto do governo Dilma, uma candidatura do PT em nossa capital servirá para acumularmos ainda mais força para, em 2014, derrotarmos um modelo de governo insensível, autoritário e intransigente, instalado, hoje, na Paraíba”, diz trecho final do documento, que não esconde desejo de vingança dos seus signatários pela derrota em 2010 e, pior, sinaliza para fazer do PT trampolim para a candidatura a governo que se colocar contra Ricardo Coutinho em 2014.
 
Talvez isso explique como a candidatura de Luciano Cartaxo é simpática para o prefeito Veneziano Vital do Rego, do PMDB lá de Campina Grande. Com a petição pública assinada por Soares, Veneziano tem a confirmação que poderá contar com um prefeito aliado em 2014 caso Cartaxo seja eleito.
 
É provável, inclusive, que Veneziano, ao descobrir a existência da Petição Pública, que pode ser lida e até assinada clicando aqui, queira subscreva-la.
 
Ao declarar-se disposto a eleger prefeito em João Pessoa para fortalecer a legenda contra o governo do Estado em 2014 o PT ligado a Rodrigo Soares deixa transparecer que a tese de fortalecimento e valorização da legenda só vai valer até este ano.
 
A partir da próxima eleição, a tese pode ser menos nobre.
 
 
Leia o que diz o abaixo-assinado que está na Internet:
 

Abaixo-assinado Por uma candidatura petista em João Pessoa.

Para:Para Militantes e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores

Uma candidatura petista à Prefeitura de João Pessoa, porque Agora é a Vez do PT!

Para: Militantes e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores

O momento é um dos mais propícios. Entendemos que o Partido dos Trabalhadores é única novidade na atual conjuntura que se avizinha para as eleições municipais de outubro próximo, nos impulsiona a agregarmos os simpatizantes na defesa da tese de uma candidatura própria na disputa democrática que se estabelece no Partido dos Trabalhadores de João Pessoa.

Pois bem! Quando nosso PT completa 32 anos, nós, militantes petistas em João Pessoa, defendemos o lançamento de uma candidatura própria nas eleições municipais de outubro.

Uma candidatura petista à Prefeitura de João Pessoa é fundamental para mobilizar a população em torno de um projeto de governo sintonizado com o governo federal buscando melhores alternativas para nossa cidade. Um projeto que priorize a inclusão social com distribuição de renda, que dê transparência à gestão, promova a participação popular, valorize os serviços públicos e acima de qualquer coisa dialogue com os movimentos sociais.

O Partido dos Trabalhadores não pode abrir mão do seu papel de oposição à gestão de governo instalada no Palácio da Redenção, que governa anexada a interesse de partidos contrários ao diálogo, ligados a ditadura e à práticas do passado que tanto atrasam João Pessoa. Nossa oposição é responsável e sempre caminhamos com nossos ilustres membros, a Presidenta Dilma e o ex-presidente Lula, e com sensibilidade para construir avanços e contínuas intervenções a partir da política implementada pelo governo federal que serão levadas a cabo pela nossa futura gestão municipal.

No dia 18 de março do corrente ano, nós, filiados petistas, vamos escolher, através do voto, nossos representantes para um encontro municipal que definirá o lançamento ou não de uma candidatura própria.

Convidamos você, filiado ou não, a se juntar a nós para eleger uma chapa de delegadas e delegados comprometidos com a defesa da candidatura do PT. Com ela, vamos ampliar a bancada de vereadores em João Pessoa. Vamos fortalecer as candidaturas petistas nas cidades circunvizinhas, irradiando as nossas propostas e o número 13 em cidades onde não há programa eleitoral de televisão.
Para além de fazer a defesa do projeto do governo Dilma, uma candidatura do PT em nossa capital servirá para acumularmos ainda mais força para, em 2014, derrotarmos um modelo de governo insensível, autoritário e intransigente, instalado, hoje, na Paraíba.

A nossa História de candidatura do PT em João Pessoa deve ser retomada. Manter a estrela acesa e brilhando depende apenas de nós. E de você, pois ''Agora é a Vez do PT!''

Assine você também!
 


Os signatários
 
 
Luís Tôrres
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22/02/2012 16h38 - postado por Luís Tôrres

RC espera fim de lide judicial pra adquirir ´grátis´ helicóptero da PM, mas tem que ser antes dos bandidos

 
Por mais incrível que pareça, o Major Fábio tem razão. No debate sobre a segurança pública na Paraíba, o governo Ricardo Coutinho ignora uma aquisição extremamente útil para o combate ao crime no Estado: um helicóptero.
 
Longe de ser artefato de luxo ou um “elefante branco voador”, em razão de sua velocidade e visão privilegiada, uma aeronave bem equipada contribui sensivelmente na abordagem, captura e precaução de crimes dos mais diversos.
 
Estados que adotaram o helicóptero como instrumento de combate ao crime tem sentido na prática os efeitos positivos do seu uso. Estatísticas revelam que as capturas crescem 100% quando se tem o uso de um helicóptero indicando a localização dos criminosos para policiais em terra.
 
Diz-se que uma aeronave que chega a 150 metros de altura tem eficiência superior a 15 viaturas numa perseguição. Sem contar que a simples presença de um helicóptero no ar fazendo o patrulhamento já inibe a ação dos bandidos.  
 
Pois bem. O governo Ricardo Coutinho marcaria um tento até histórico se investisse recursos na aquisição de um helicóptero para polícia paraibana. Aliás, dois. Um pra fazer a Grande João Pessoa e o litoral e o outro pra cobrir de Campina Grande pra dentro.
 
Demonstraria o real interesse de se combater o crime organizado com organização e ainda ficaria para a história da gestão pública na área de segurança por ser o primeiro governo a modernizar a frota da polícia paraibana com aeronaves.
 
Dinheiro não pode ser o problema. Num orçamento que prevê aproximadamente R$ 900 milhões de recursos em segurança (11% da receita total) e que tem anunciado economia no custeio da máquina não teria dificuldades em adquirir ao menos um helicóptero, cujos preços variam de R$ 2 milhões em diante.
 
Sabe-se que o governo aguarda e acompanha uma pendenga judicial, travada na Justiça Federal, que poderá colocar um helicóptero em disponibilidade do Estado, de forma gratuita por meio de cessão, em breve.  
 
Já seria um bom começo. Mas, como ensina os mais velhos, quem quer, vai, quem não quer, espera.
 
Ou seja, além disso, também cabe colocar no orçamento a aquisição com recursos próprios ou com verbas federais junto ao Ministério da Justiça. Se leiloar todos os veículos oficiais e carros que o Estado comprou ao longo dos anos e que estão sem uso o governo poderá levantar, quem sabe, boa parte desse dinheiro.
 
A Paraíba tem que se preparar, a cada dia, pra receber os bandidos que estão sendo expulsos dos estados mais violentos do Brasil.
 
Temos que ter um helicóptero antes que os bandidos tenham.
 
Luís Tôrres
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22/02/2012 15h46 - postado por Luís Tôrres

Cartaxo diz que mantém oposição a RC mesmo se for eleito prefeito de JP

Preparando-se para enfrentar o teste de fogo dentro do PT a fim de confirmar sua candidatura a prefeito de João Pessoa, o deputado estadual Luciano Cartaxo declarou que não quer saber de aliança política com o governador Ricardo Coutinho mesmo se for eleito prefeito da Capital.

 
Ignorando completamente a aliança política e administrativa entre os governos do PSB com o governo Dilma e vice-versa, Cartaxo diz que, caso eleito, só iria querer conversa com Ricardo Coutinho se for administrativa.
 
“Não tem essa de aliança política com Ricardo Coutinho. Seria uma relação meramente administrativa”, declarou Luciano, apostando todas as fichas que ganha o debate interno no PT no próximo dia 18.
 
Ao anunciar que se manterá na oposição ao governo Ricardo Coutinho mesmo sendo eleito de João Pessoa, Cartaxo afasta qualquer possibilidade de unidade da legenda em favor de sua candidatura caso seja, de fato, o escolhido para disputar a prefeitura da Capital.
 
Os petistas ligados a Ricardo Coutinho não tem razão de evitar uma dissidência em caso de vitória da tese de candidatura própria.
 
Luís Tôrres
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22/02/2012 12h26 - postado por Luís Tôrres

A peregrinação de Nonato: Carnaval de fé, folia e política

Desde que virou o homem da comunicação de Ricardo Coutinho, Nonato Bandeira costumava aproveitar o Carnaval para descansar das brigas em defesa da gestão do PSB em João Pessoa e, agora, do governo do Estado.

 
Este ano foi diferente. Pré-candidato a prefeito de João Pessoa, em busca de apoios políticos e aliados, o secretário de Comunicação do Estado cumpriu uma agenda totalmente atípica.
 
Esteve nos eventos carnavalescos de João Pessoa e do litoral Sul, para onde rumam muitos pessoenses. Entrou no meio do povo e até arriscou passos de frevo. Além do profano, ainda mergulho no religioso. Convidado pelo Pastor Isaac Venerando, esteve num culto em plena segunda de Carnaval.
 
 
Ontem, terça-feira de Carnaval, o secretário passou a manhã com o governador em exercício, Rômulo Gouveia, em sua residência, no Intermares, almoço que contava ainda com a presença do secretário de Educação do Estado, Afonso Scoguglia.  
 
Depois, em Lucena, esteve com o secretário de Obras do PAC, Ricardo Barbosa. Discute governo, política e eleições. Não sabia que o Carnaval poderia ser tão movimentado.
 
Luís Tôrres
 
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22/02/2012 11h56 - postado por Luís Tôrres

Raíssa festeja pesquisa em que é citada pra prefeita e se credencia pra vice

Exercendo o primeiro mandato eletivo, a vereadora Raíssa Lacerda (PSD) está com a cabeça nas nuvens depois que uma consulta apresentou seu nome entre as opções mais citadas na pesquisa espontânea na disputa pela prefeitura de João Pessoa.

 
A pesquisa é a mesma que apontou bons números para o prefeito Luciano Agra, já citada por este blog.
 
Com a cabeça nas nuvens, mas os pés no chão, a vereadora diz não se ludibriar com os números. E mantém o desejo de disputar a reeleição para Câmara Municipal. Porém, os números dados a Raíssa a credenciam para ser um dos nomes fortes a entrar na disputa pela vaga de vice-prefeito na chapa da situação na Capital.
 
Isso ela não nega. “Por enquanto não penso nisso, mas lá na frente se for com intenção de fortalecer a chapa e o projeto de vitória do grupo estou dentro”, declarou Raíssa.
 
Luís Tôrres
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22/02/2012 11h45 - postado por Luís Tôrres

Hora de fazer justiça

A Polícia da Paraíba prendeu, desvendou e concluiu em tempo recorde o crime e os criminosos envolvidos no caso de Queimadas, que teve repercussão nacional em razão do ingrediente diabólico que os monstros adotaram para abusar e matar mulheres inocentes, todas vítimas de uma trama sádica perpetrada por quem achou que vivia numa terra sem lei nem justiça.

 
Queimadas, a Paraíba e o Brasil esperam que, a partir de agora, a mesma celeridade seja adotada nos ritos processuais que vão levar os dez monstros para o julgamento popular. E mais do que isso: esperam que a punição seja exemplar. Que sirva pra mostrar que ninguém pode, inspirado apenas pelo desejo pessoal, armar uma cilada para atentar contra a dignidade e a vida de outrem sem sofrer as consequências aqui na terra.
 
Violentar mulheres, abusar de crianças, matar inocentes não podem ser atos cujo único resultado seja a satisfação e o prazer garantido do criminoso. A pena para os envolvidos no caso de Queimadas tem que ficar pra história da crônica policial da Paraíba. E, ao ser cumprida à risca, tem que botar medo em que, deliberadamente, pensar em fazer o mal.
 
Em tempo: minha solidariedade aos parentes das vítimas. Reféns da revolta, eles só estarão livres, em parte, quando a justiça for feita. Não fazê-la seria cometer outro crime.
 
Luís Tôrres
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22/02/2012 10h28 - postado por Luís Tôrres

Vital rebate críticas de Rômulo e blog descobre as verdadeiras razões sobre carta malcriada a Dilma

 
O senador Vital do Rego Filho (PMDB) estava atento ao Conexão Arapuan desta segunda-feira, especial de Carnaval. Tanto que enviou ao blog nota rebatendo as críticas que foram feitas pelo vice-governador Rômulo Gouveia (PSDB) a respeito de sua carta “malcriada” a presidente Dilma Roussef (PT), quando do cancelamento da visita da presidente à Paraíba.
 
Vital diz que cumpre seu papel de senador, que, segundo a Constituição, é de fortalecer as representações federativas. “Até porque, no desenvolvimento das ações conjuntas do Governo da Presidente Dilma Rousseff no Senado, para com as ações em prol da Paraíba, a Presidente só tem o meu trabalho e o meu apoio, porque os outros dois Senadores fazem oposição ao Governo Federal”, declarou Vital.
 
No programa, Gouveia destacou que, mais do que a presença, a classe política paraibana deve brigar é por ações do governo federal. “E não por visita pra posar nas fotos ao lado da presidente”, disse.
 
Vitalzinho se sentiu atingido. E rebateu: “Defendo o exercício do mandato de Senador da República – está lá, na Constituição Federal – que prevê a representatividade federativa. E isto eu tenho feito pelo meu estado e, principalmente, para os municípios que são, hoje, vítimas do Governo que o Vice-Governador representa”.
 
Ele ainda provocou o vice-governador, que comanda o PSD na Paraíba, dizendo que já recebeu 90% dos prefeitos paraibanos, incluindo os filiados ao PSD, por ser um dos poucos interlocutores entre os gestores do Estado e o governo federal. 
 
Como que não quem quer nada, o blog recebeu uma informação, entre tantas, que poderia ter motivado a revolta de Vitalzinho com a ausência de Dilma na Paraíba. Em que pese o senador, de fato, ter sido uma boa voz da Paraíba no Congresso Nacional, a carta em tom choroso a Dilma, além do exercício do mandato de senador, foi uma reação imediata a uma leve dor de cotovelo.
 
Dilma anunciou que viria a Paraíba no dia em que deu posse ao ministro Aguinaldo Ribeiro. Fez isso diretamente ao governador Ricardo Coutinho, que informou a infelicidade por não poder estar presente, em razão da agenda administrativa marcada em São Paulo.
 
Pra não visitar a Paraíba sem ser recebida pelo governador do Estado, Dilma preferiu adiar a visita. Um golpe forte nos políticos paraibanos que dão sustentação ao governo da presidente lá em Brasília.
 
De fato, foi um desprestígio. Imagine se acabar de trabalhar no Congresso em favor do governo Dilma e, na hora de receber os louros, ver o governador ter a primazia de recepcioná-la.
 
O blog se solidariza com Vital neste caso.
 
Luís Tôrres
 
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21/02/2012 02h16 - postado por Luís Tôrres

Tempo de TV: pouco pra muitos e a importância dos medianos

 A se confirmar o cenário de muitas candidaturas, especialmente entre os grandes partidos, que vem se apresentando em João Pessoa e Campina Grande, teremos um Guia Eleitoral extremamente fatiado nas eleições deste ano.

 
Até agora, nada de composições partidárias que sugiram grandes espaços televisos em favor do candidato. 
 
A telinha, a continuar desse jeito, será fatiada em vários pequenos pedaços para os candidatos dos grandes partidos, a exemplo do PMDB, PSDB, PT, Democratas e PSB, todos com pré-candidaturas a prefeito na Capital, exigindo maior malabarismo dos marqueteiros, obrigados a dizer muito em menos tempo, e supondo uma relevância maior das legendas de médio porte, que passarão a ser responsáveis por desequilibrar os tempos definidos.  
 
Em João Pessoa, pra se ter uma ideia, serão desfeitas, ao menos por enquanto, as composições PMDB e PSB e PSDB e DEM, que encabeçaram os grandes blocos em 2008.
 
Partidos como o PTB, o PDT, o PR, o PP, por exemplo, ganharão, dentro desse contexto, uma importância maior do que a natural, porque virão deles os preciosos minutinhos a mais para compor um bom tempo de televisão.
 
Isso significa que, na disputa pela composição partidária, cada partido de médio porte entrará na negociação “vendendo” algo que, embora se diga gratuito, não o é. Tempo de de tevê é caro sim e vale uma vaga de vice-prefeito.
 
Se não correrem atrás de composições que, de fato, sugiram bons tempos de televisão, coisa que até agora não aconteceu, figuras como Cícero Lucena (PSDB), José Maranhão (PMDB), Estelizabel Bezerra (PSB), Nonato Bandeira (PPS), Luciano Cartaxo (PT), caso confirmado, Toinho do Sopão (PTN), entre outros, vão precisar rever algumas aulas com o saudoso Enéas, dono do bordão mais famoso e conciso da política brasileira, pra aproveitarem o máximo do mínimo tempo que terão.
 
O mesmo vale pra figuras como Daniella Ribeiro (PP), que tem uma das situações mais críticas diante da polarização em Campina, Tatiana Medeiros (PMDB), Alexandre Almeida (PT) e Guilherme Almeida (PSC) na Rainha da Borborema.
 
O deputado federal Romero Rodrigues, do PSDB, é um dos únicos que, em Campina Grande, já pode se sentir em posição privilegiada, já que, teoricamente, poderá contar com o apoio do PSB, dos Democratas, além do PSD, que disputa na Justiça o direito a tempo de televisão.
 
De toda forma, o quadro supõe um bolo pequeno dividido em pequenas fatias pra muita gente, o que matará alguns de inanição.
 
E pra quem acha que tempo de televisão não é importante para nutrir uma candidatura no processo eleitoral devo lembrar que, nas eleições de 2008, em 20 das 26 capitais brasileiras venceram os candidatos a prefeito que detinham mais tempo de televisão.
 
Ou seja, em 77% dos casos ganharam os que tiveram mais espaço para expor suas qualidades e ressaltar os defeitos do adversário na telinha mágica. Três entre os 26 eleitos detinham o segundo maior tempo. E apenas dois – Amazonino Mendes (Manaus) e Duciomar Costa (Belém) - ganharam mesmo tendo o quarto tempo no Guia.  
 
O que se enquadra na exceção. E não na regra.
 
Luís Tôrres
 
 
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20/02/2012 10h08 - postado por Luís Tôrres

O silêncio eloquente de Roseana Meira

Ela entrou no coletivo aos 17 anos, quando já “menina” já estimulava movimentos estudantis e, logo depois, sindicais ao lado de Ricardo Coutinho. Aliás, entrou é força de expressão. Secretária de Saúde de João pessoa, Roseana Meira faz parte da fecundação do coletivo.

Amiga pessoal de Ricardo e filiada ao PSB, no entanto, é hoje um dos grandes focos de resistência da candidatura de Estelizabel e a principal trincheira que ainda sobrou em favor da saudosa pré-candidatura de Luciano Agra a prefeito de João Pessoa.
 
Leal ao grupo, acima de tudo, não fala publicamente sobre o tema. Caso questionada ou provocada, é provável que fuja do tema, que dê respostas vagas. Fará de tudo, menos dizer o que sente.
 
O seu silêncio tem comunicado mais. O silêncio e as ausências. Roseana Meira faltou a todos os grandes e principais eventos em favor de Estela. Não foi à reunião do governador com auxiliares da prefeitura e do governo, não pisou no Hotel Tambaú e não apareceu em bloco carnavalesco algum.
 
Protegida por Ricardo Coutinho nos momentos mais críticos da prefeitura de João Pessoa, Roseana Meira é gratíssima à relação com o governador, mas se dá ao direito de ter, calada do jeito que se encontra, opinião pessoal.
 
Caberá ao mínimo de capacidade de interlocução de Estelizabel Bezerra tentar reverter essa posição da “colega” Roseana Meira.
 
Caso ninguém consiga, a atual secretária de Saúde de João Pessoa será respeitada em seu recato e reclusão, desde que, sem ajudar, não atrapalhe.
 
Luís Tôrres
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19/02/2012 12h05 - postado por Luís Tôrres

O tamanho de Cartaxo para o duelo do dia 18

 

Em pleno sábado de Carnaval, petistas estavam reunidos em João Pessoa traçando estratégias para vencer no processo interno que deverá definir se o partido terá candidatura própria a prefeito ou manterá a composição com o PSB do governador Ricardo Coutinho.
 
Obsessão? De forma alguma. O dia 18 de março, quando o partido vai colocar as duas teses em confronto, representa o verdadeiro primeiro turno das eleições em João Pessoa.
 
Não se trata de superdimensionar a importância do PT nestas eleições, mas de definir pra onde vai a legenda que tem um dos melhores tempos de televisão e o carimbo do governo Dilma.
 
Para Luciano Cartaxo, que disputa uma eleição com três turnos, a missão é maior do que reunir duas ou três declarações de lideranças nacionais em favor de candidatura própria.
 
É ter capacidade de mobilização interna. E com uma dificuldade maior porque a ala pró aliança com PSB tem duas máquinas administrativas pra oferecer. Cartaxo não tem, além do discurso de valorização da legenda, nada mais do que isso.
 
Isso porque Cartaxo não conseguiu até agora – e nem vai conseguir até o dia 18 de março por pura falta de tempo - apresentar-se como uma opção avassaladora neste processo eleitoral.
 
Apesar de ser uma das mais promissoras promessas dessa eleição, Cartaxo tem hoje um tamanho pequeno diante das demais candidaturas postas, especialmente dos seus “colegas” de oposição.
 
Isso o afasta da condição de mártir em caso de rejeição da tese de candidatura própria.
 
Caso estivesse liderando as pesquisas e a corrida, reunindo apoio popular e apresentando uma candidatura competitiva, Cartaxo teria mais condições de ir pra disputa interna no PT como Lula foi em 2002, quando alguns “loucos petistas” queriam disputar as prévias com ele.
 
Não é o caso. Cartaxo, repito, é uma grande promessa, mas não uma realidade atual. Isso faz com que as teses colocadas em discussão sejam tratadas com a frieza que elas supõem.
 
Particularmente, considero que Cartaxo errou ao dividir a eleição em três turnos e trata-los um por um. Ele deveria dar, simultaneamente, a mesma importância do dia 18 de março ao que a maioria está dando ao dia 7 de outubro.
 
Afinal, nas duas situações, ganhará quem tiver mais votos. 
 
Luís Tôrres
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